RSS

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Vaginose Bacteriana

A Vaginose Bacteriana é uma leve infecção da vagina causada por um descontrole na quantidade e proporção de microorganismos que naturalmente habitam a vagina.

Geralmente é provocado por uma bactéria chamada Gardnerella vaginalise. Causa um odor desagradável e forte, principalmente durante a menstruação e nas relações sexuais.Algumas mulheres o descrevem como “um odor forte com cheiro de peixe” que aparece, principalmente, após uma relação sexual. O corrimento é, geralmente, de cor branca ou cinza. Mulheres com Vaginose Bacteriana podem ainda sentir ardência ao urinar e/ou coceira ao redor do exterior da vagina. Algumas mulheres podem ainda não apresentar sintomas.
A vaginose bacteriana é uma doença típica de mulheres em idade fértil; não sabemos o porquê, mas é mais comum em mulheres afrodescendentes.

A vaginose bacteriana não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST) apesar do fato da promiscuidade ser um dos fatores de risco para o seu desenvolvimento. Mesmo mulheres virgens ou sem relação sexual recente podem ter vaginose bacteriana.

Na maioria dos casos a Vaginose Bacteriana não causa grandes complicações. Mas existem algumas implicações sérias como Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média; As bactérias que causam a Vaginose Bacteriana podem infectar o útero e as trompas de falópio. Esta inflamação é conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP). A DIP pode causar infertilidade ou danos graves às trompas de falópio que por sua vez podem acarretar gravidez tubária e infertilidade. A gravidez tubária é uma condição de ameaça a vida na qual um óvulo se desenvolve fora do útero, normalmente nas trompas de falópio.
A Vaginose Bacteriana pode aumentar a probabilidade de infecção por DST/AIDS em casos de exposição ao vírus. A Vaginose Bacteriana pode aumentar as chances de uma mulher passar o vírus da AIDS para o seu parceiro. A Vaginose Bacteriana pode aumentar a probabilidade de uma mulher ser infectada por outras doenças sexualmente transmissíveis como Clamídia e Gonorréia.

O diagnostico é feito através do exame das secreções é possível avaliar o pH da vagina (que fica menos ácido na vaginose) e procurar por micro-organismos através de um microscópio. Na vaginose há um teste simples, feito no próprio consultório, que consiste na adição de hidróxido de potássio 10% na secreção vaginal para aumentar a liberação do característico cheiro forte de peixe.

Em cerca de 1/3 dos casos a vaginose desaparece espontaneamente, devido à recuperação da população de lactobacilos. Portanto, só se indica tratamento caso existam sintomas ou se a paciente esteja prestes a realizar uma cirurgia ginecológica.

O tratamento, quando indicado, é feito com antibióticos por via oral ou intravaginal. Os mais prescritos são o metronidazol ou a clindamicina por sete dias. Uma outra opção é o tinidazol. 

Quando é prescrito um curso de clindamicina por via intravaginal deve-se evitar relações sexuais com preservativos por até cinco dias após o término do tratamento, pois o antibiótico enfraquece o látex, diminuindo sua eficácia como barreira de proteção.

Como a vaginose não é uma DST, não é necessário tratar o parceiro. Em casos de relação homossexual entre mulheres ainda há dúvidas se o tratamento da parceira é necessário.

O tratamento da vaginose bacteriana em grávidas assintomáticas é controverso, pois não há provas de que o mesmo reduza a incidência de partos prematuros. Atualmente só o indicamos se a gestante tiver alto risco de parto prematuro ou apresentar antecedentes de parto prematuro relacionado à presença de vaginose.

O tratamento com antibióticos cura a vaginose mas não age diretamente nas suas causas. Por isso, a taxa de recorrência é alta, cerca de 30% em três meses e até 50% em um ano. Pacientes com mais de três episódios por ano se beneficiam de um tratamento a longo prazo, por até seis meses, com metronidazol intravaginal.


0 comentários:

Postar um comentário